sábado, 11 de setembro de 2010

In(sensibilidade)

“A infância é medida por sons, aromas e visões,
antes que o tempo obscuro da razão se expanda.”
John Betjeman

E foi assistindo ao filme “O menino do pijama listrado” (veja trailer aqui) que me dei conta...
Aquela pura e doce inocência de quando criança se dissipa com o tempo, com o que nos falam, com o que vemos...

Você se lembra como era fácil correr descalço pela rua, sem camisa, tomar banho de chuva, brincar na lama?
Naquela época o Batman poderia ser seu amigo, e você poderia até ser um Power Ranger se quisesse.

E então crescemos... E além da inocência perdemos a nossa sensibilidade. E já nem choramos mais. Nos assustamos e nos sentimos até envergonhados quando aquele negócio, como é mesmo o nome, ah, lágrima escorrega dos nossos olhos, já cansados de tentar ser sempre “fortes”. A essa altura, chorar já é sinônimo de fraqueza.

E os relacionamentos são tão superficiais, por isso são rompidos com facilidade, deixando marcas dolorosas e difíceis de tratar.
Já uma criança quando ama, ama de verdade, seu abraço é espontâneo, seu sorriso é sincero, seu perdão é genuíno e suas amizades, partes do seu coração.

É claro que algumas atitudes também precisam crescer com a gente. Aquele mundo de fantasias tem que ser deixado pra trás, é o curso natural da vida, é assim que as coisa funcionam.
Mas aquela sensibilidade tem mesmo que ser esquecida?
Falo do amor pelas coisas simples, um clichê verdadeiro.
A simplicidade de uma criança é tamanha que ela não se importa, com uma roupa rasgada ela vai a qualquer lugar. Porque de alguma forma ela sabe que a vida é pra ser vivida (e bem vivida) não se importando se você tem um buraco na sua camisa ou no seu coração.

Estou certo de que, se essa sensibilidade e simplicidade fossem mantidas, haveria menos pessoas depressivas, infartadas e encarceradas dentro de si mesmas, a sós com seus medos impostos e inventados. Haveria também menos pessoas doentes, no corpo e na alma, sem falar daquelas que estão sempre de mal com a vida (essas são as piores) que ficam tão incomodadas com a felicidade dos outros que se esquecem de fazer a própria felicidade.

Não foi a toa que Jesus disse que deixassem ir até Ele as criancinhas.

Pense nisso!













Um abraço àqueles que não perderam a essêsncia. Que cresceram mas continuam crianças.

 

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