Acho o crente muito prepotente. Pode ler a frase de novo porque foi exatamente isso que escrevi.
Temos a tendência de achar que só nós possuímos a verdade e que vamos salvar o mundo. O crente não salva ninguém. Quem salva é Jesus. Também existe a inclinação a achar que ninguém é bom o suficiente ou que somos seres superiores. Mas não é bem assim. Já vi muita gente mais honesta do que os que se chamam cristãos. Semana passada, em um almoço de negócios, me vi obrigada a pedir perdão a dois empresários do mercado secular pelo péssimo testemunho que eles vivenciaram com um parceiro cristão. Embaraçados eles me disseram que nunca lidaram com tantas pessoas que tem dificuldade em honrar os compromissos como nesse meio. Constrangida disse a eles o que digo agora: Deus não tem nada a ver com o que pessoas sem caráter fazem. Ele não tem nada a ver com a prepotência do crente.
Em nome dessa prepotência muitas famílias se dividem, porque às vezes o crente acaba se achando melhor dos que os que ainda não conhecem a Jesus, e se recusa a freqüentar aniversários, natais e encontros. Não é a toa que o crente fica com fama de chato e anti-social. É que esse crente se esquece que o Mestre não andava somente entre Seus seguidores. Creio que esse tipo de ser não entende que separação é diferente de segregação. Ser separado, como as pessoas gostam tanto de dizer, não significa se isolar do mundo, mas sim evitar a prática do pecado. Deu para entender como as coisas são diferentes?
É por isso que muitas vezes é embaraçoso dizer que sou crente. Não, não tenho vergonha de declarar minha fé e amor ao meu Deus, mas é constrangedor ser associada a pessoas que nem honram o nome que ostentam. Pelo contrário.
Moral da história, quando me perguntam se freqüento alguma igreja logo respondo: Claro. Sou crente. Mas não sou desse tipo que você está pensando.
Ninguém merece.
Escrito por: Iana Coimbra.
Faço dessas, minhas próprias palavras!
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