Desculpa. Tudo o que eu vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou.
E você... foi me tirando os espaços entre os abraços.
Guarda- me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, se te olho profundamente. Rente a pele.
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.
A ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos.
Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte...
Nenhum pedaço, do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar vivo e permanecer te olhando, profundamente.
Não me queira só pela metade.
Eu tenho o melhor e o pior dentro de mim.
E é assim que eu sou.
Irritante, intrigante, intolerante e indivisível.
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