sábado, 30 de outubro de 2010
Dias de Sol
Porque todo mundo quer se livrar daquela nuvenzinha negra parada sobre suas cabeças. Quer rasgar o céu cinzento e deixar que o calor dos raios de sol faça cócegas em seu rosto.
Porque todo mundo quer (e quer muito) alguém pra chamar de amor. Alguém que saiba entender o que o seu silêncio diz. Alguém que te conheça por inteiro e ainda assim continue te amando. Todo mundo quer alguém pra trocar beijos doces, compartilhar sonhos e simplesmente amar...
Porque nessa longa caminhada que é a vida, o que todo mundo quer é alguém do seu lado pra bater bons papos entre um passo e outro.
Porque todo mundo quer um amigo mais chegado que irmão, aquele com quem você possa ser 100% você, sem medo. Alguém que, a qualquer momento, qualquer momento mesmo, vai estar ali quando você olhar pro lado. Todo mundo quer alguém com quem possa rir, sorri e rir de novo (tem coisa melhor?) durante aquelas conversas sobre bobagens, mas que são bobagens tão valiosas.
Porque todo mundo quer se despir da armadura pesada de super herói e não ter medo de falhar alguma vez, porque super heróis não existem e nós não precisamos (e nem vamos) ser os melhores sempre.
Dias de sol...
E como diz Lispector, “ir dormir tão feliz, ao ponto de não conseguir fechar os olhos.”.
Porque no fundo o que todo mundo quer mesmo é simplesmente VIVER e SER FELIZ.
sábado, 11 de setembro de 2010
In(sensibilidade)
E foi assistindo ao filme “O menino do pijama listrado” (veja trailer aqui) que me dei conta...
Aquela pura e doce inocência de quando criança se dissipa com o tempo, com o que nos falam, com o que vemos...
Você se lembra como era fácil correr descalço pela rua, sem camisa, tomar banho de chuva, brincar na lama?
Naquela época o Batman poderia ser seu amigo, e você poderia até ser um Power Ranger se quisesse.
E então crescemos... E além da inocência perdemos a nossa sensibilidade. E já nem choramos mais. Nos assustamos e nos sentimos até envergonhados quando aquele negócio, como é mesmo o nome, ah, lágrima escorrega dos nossos olhos, já cansados de tentar ser sempre “fortes”. A essa altura, chorar já é sinônimo de fraqueza.
E os relacionamentos são tão superficiais, por isso são rompidos com facilidade, deixando marcas dolorosas e difíceis de tratar.
Já uma criança quando ama, ama de verdade, seu abraço é espontâneo, seu sorriso é sincero, seu perdão é genuíno e suas amizades, partes do seu coração.
É claro que algumas atitudes também precisam crescer com a gente. Aquele mundo de fantasias tem que ser deixado pra trás, é o curso natural da vida, é assim que as coisa funcionam.
Mas aquela sensibilidade tem mesmo que ser esquecida?
Falo do amor pelas coisas simples, um clichê verdadeiro.
A simplicidade de uma criança é tamanha que ela não se importa, com uma roupa rasgada ela vai a qualquer lugar. Porque de alguma forma ela sabe que a vida é pra ser vivida (e bem vivida) não se importando se você tem um buraco na sua camisa ou no seu coração.
Estou certo de que, se essa sensibilidade e simplicidade fossem mantidas, haveria menos pessoas depressivas, infartadas e encarceradas dentro de si mesmas, a sós com seus medos impostos e inventados. Haveria também menos pessoas doentes, no corpo e na alma, sem falar daquelas que estão sempre de mal com a vida (essas são as piores) que ficam tão incomodadas com a felicidade dos outros que se esquecem de fazer a própria felicidade.
Não foi a toa que Jesus disse que deixassem ir até Ele as criancinhas.
Pense nisso!
Um abraço àqueles que não perderam a essêsncia. Que cresceram mas continuam crianças.
domingo, 22 de agosto de 2010
Falando com as meninas
A educação a que me refiro vai desde um simples “obrigado”, depois que se pergunta as horas, até ao modo de responder a um insulto.Uma garota pode parecer ou até ser uma princesa, mas se ela cospe em público, dá vexame por algum motivo ou joga um simples papel de bala no chão, faz todo o encanto ir por alga a baixo. (Aliás, jogar qualquer lixo no chão, mesmo que seja um papel de bala, é uma prova contundente de que a pessoa é subdesenvolvida e retrocedente, seja ela homem ou mulher).
Vou parar por aqui porque o texto tá ficando muito grande. Depois eu escrevo mais sobre o tema: “a mulher no ponto de vista masculino” tá?
domingo, 8 de agosto de 2010
Lembranças
De todas as conversas, sinto falta das que não tivemos.
Das risadas, sinto falta das que não foram dadas.
E até das lágrimas não derramadas.
Dos conselhos, daqueles ainda não ditos.
Do amor, daquele não demonstrado.
É... eu me lembrei. E deu saudade...
Se é que faz algum sentido ter saudade do que ainda não foi vivido.
domingo, 1 de agosto de 2010
Crise, ou sei la´o que...
Eu amo a vida, e não pretendo deixá-la tão cedo, mas só queria que fosse possível sumir por algum tempo.
Facilitaria muito se nascêssemos com um botão de “stand by”.
É verdade, ninguém falou que seria fácil.
Mas também, ninguém falou que seria difícil, né?
Então, o que fazer quando nenhuma música está boa, nenhum programa parece ser legal o bastante e você não sabe mais no que pensar?
A única solução parece ser... dormir.
Então você dorme. E talvez amanhã tudo se faça novo com o novo dia.
Isso se a crise não for muito “braba”...
Acredito que essas crises têm algum propósito, mas eu não consigo ver qual.
Será que alguém tá me entendendo? Nem sei se eu mesmo estou.
Eu sou uma pessoa de 23 anos que ainda está na transição da adolescência para a maturidade (isso soa horrível né? Também acho) mas talvez seja por isso...
Mas até quando Meu Deus?!?!?!
Escrever ajuda. Fica a dica pra quem se sente louco assim às vezes...
Melhor terminar esse texto aqui antes que pensem que eu tenho algum tipo de transtorno.
Além do mais, nada parece estar fazendo sentido mesmo...
Se alguém descobrir a solução, me fala depois tá?
Descobri que jogar detetive ®, comendo pizza e conversando com dois melhores amigo ajuda bastante. ;)
30.07.10
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Desculpa. Tudo o que eu vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou.
E você... foi me tirando os espaços entre os abraços.
Guarda- me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim como se houvesse a possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, se te olho profundamente. Rente a pele.
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços.
A ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar as minhas vitórias dos meus fracassos.
Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte...
Nenhum pedaço, do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar vivo e permanecer te olhando, profundamente.
sábado, 24 de julho de 2010
Crente?
Temos a tendência de achar que só nós possuímos a verdade e que vamos salvar o mundo. O crente não salva ninguém. Quem salva é Jesus. Também existe a inclinação a achar que ninguém é bom o suficiente ou que somos seres superiores. Mas não é bem assim. Já vi muita gente mais honesta do que os que se chamam cristãos. Semana passada, em um almoço de negócios, me vi obrigada a pedir perdão a dois empresários do mercado secular pelo péssimo testemunho que eles vivenciaram com um parceiro cristão. Embaraçados eles me disseram que nunca lidaram com tantas pessoas que tem dificuldade em honrar os compromissos como nesse meio. Constrangida disse a eles o que digo agora: Deus não tem nada a ver com o que pessoas sem caráter fazem. Ele não tem nada a ver com a prepotência do crente.
Em nome dessa prepotência muitas famílias se dividem, porque às vezes o crente acaba se achando melhor dos que os que ainda não conhecem a Jesus, e se recusa a freqüentar aniversários, natais e encontros. Não é a toa que o crente fica com fama de chato e anti-social. É que esse crente se esquece que o Mestre não andava somente entre Seus seguidores. Creio que esse tipo de ser não entende que separação é diferente de segregação. Ser separado, como as pessoas gostam tanto de dizer, não significa se isolar do mundo, mas sim evitar a prática do pecado. Deu para entender como as coisas são diferentes?
É por isso que muitas vezes é embaraçoso dizer que sou crente. Não, não tenho vergonha de declarar minha fé e amor ao meu Deus, mas é constrangedor ser associada a pessoas que nem honram o nome que ostentam. Pelo contrário.
Moral da história, quando me perguntam se freqüento alguma igreja logo respondo: Claro. Sou crente. Mas não sou desse tipo que você está pensando.
Ninguém merece.
Escrito por: Iana Coimbra.
Faço dessas, minhas próprias palavras!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Seria bom
e o mundo inteiro fosse embora,
e só restasse dois.
Bom seria ficar bem juntinho,
me perder nos seus carinhos,
e me encontrar só depois.
Bom seria me inebriar do seu perfume,
seu olhar sorrir pra mim,
ver o sol nascer, se por e nascer de novo, assim,
sem fim.
Bom seria, agora, colocar sua mão na minha,
fechar os olhos,
amanhecer,
sentir seu coração,
e ainda só restasse dois,
sem ilusão.
Bom seria...
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Quando se tem saudade
Por que você teve que ir tão cedo?
Nem cresci direito ainda...
O tempo passa mas a dor e a saudade não. São pungentes, latentes.
Como era bom rir com você e de você (é, você sabia ser engraçada).
Ouvir aquela mesma história pela centésima vez, e ainda assim não me entediar.
Assistir àquele programa de TV tão sem graça... mas que não importava porque você era a graça.
Os churrascos em família que jamais serão os mesmos. Não terão mais você reclamando das músicas feias e tão altas, nem dos seus netos fazendo aquela bagunça pela casa. rs
É claro que valeu a pena o tempo que tivemos. Aproveitamos. Fomos felizes.
Mas parece que você foi embora antes da hora.
Sabe quando você perde uma coisa que não pode repor?
E o pior é que nem pude dizer adeus...
Insubstituível.
Ainda não encontrei um jeito de viver sem você. Tem sempre algo faltando.
Me lembro quando perguntou: “Lissim, quando você vai se casar?”
Eu: “Não sei vó, talvez daqui uns seis anos.”
Você: “Não Élisson, não pode demorar tanto, até lá não vou estar mais aqui.”
Se soubesse, teria até me casado antes...
Agora, tantas coisas vou fazer, e doe tanto pensar que você não vai estar aqui.
A formatura, o casamento, o primeiro filho...
Também não vou mais ouvir você dizer que têm pãezinhos pra mim na cozinha. Sabia que eu gostava e por isso sempre deixava alguns guardados pra se acaso eu aparecesse.
Quando ainda bebê, dizem que só parava de chorar nos seus braços, olhando o céu pela janela do seu quarto. Mas e agora, quem pode enxugar minhas lágrimas como você fazia?
Quem vai me dar AQUELE abraço no dia do meu aniversário e dizer um monte de palavras de bênçãos pra mim?
Seus conselhos estão bem guardados no meu coração. Valem tanto... Mas eu eu preciso de novos, quem vai me dizer palavras carregadas de tanta sabedoria?
A vida tem que continuar de algum jeito...
E um dia, quando houver cabelos brancos e eu me perder em pensamentos e viajar até àqueles momentos, a saudade ainda virá. E as lágrimas regarão os meus olhos, como agora.
Sei que vou ter muitas lembranças pra me apegar, mas nada se compara ao que seria se você estivesse aqui, bem pertinho de mim.
Te amo pra sempre.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sem resposta
Do que ele sente falta?
Família?
Não. Boa parte do dia ele a teve.
Falei com alguns amigos também mas isso não foi o suficiente.
E esse sentimento continua... Sem resposta.
Nunca me senti assim. Estranho.
Nem a minha amada pode me tirar esse peso.
Não sei.
Ou será que é mais fácil fingir não saber?
Será possível sentir falta do que você nunca teve?
Sei lá.
Talvez a resposta de tantas perguntas esteja diante dos meus olhos e eu não quero enxergar.
De qualquer forma o dia já está acabando e o vazio continua...
Dorme coração... Amanhã será um novo dia.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Futuro
É difícil não pensar no futuro quando tudo à sua volta te lembra que ele existe. E ele não só existe como se aproxima numa velocidade mais rápida do que sua mente consegue acompanhar.
Você simplesmente vive e de repente é despertado, como que por um grito, te dizendo que o tempo passou, e passa. Quando se faz vinte e três anos você ouve "o grito" e começa a pensar no que acontece ou deveria acontecer a seguir. Sentimentos de uma vida estagnada enquanto o tempo passa são comuns.
Cada dia que passa é um dia a menos da vida, um dia a menos que se tem pra fazer o que se acha que deve ser feito, fazer acontecer, para que no final você tenha a certeza de que a vida valeu a pena. Cada dia que se vai também é um lembrete de que você está perto do ponto final.
É, o futuro dá medo... e envelhecer é um problema; não só pela vaidade mas principalmente pela consciência quase palpável de que seus dias estão chegando ao fim. A vida é deliciosa demais para se querer deixá-la. Nem mesmo os suicidas querem abrir mão de viver, na verdade o que eles querem é se livrar das dores, medo e pressão que os perseguem.
Frases como "carpe diem" e "viva cada momento como se fosse o último" podem parecer um pouco clichê mas são sábias e verdadeiras, afinal como saber o que acontece depois? Ficamos sabendo de tantas vidas interrompidas, às vezes tão precocimente e isso é imensamente lamentável...
E agora, depois de despertado pelo "grito", termino o dia feliz. E apesar de ter uma certa aversão à surpresas, comemoro meus vinte três anos numa festinha inesperada com amigos tão amados na expectativa de tê-los presentes no meu futuro,para abrandar um pouco o terror que ele traz, e ajudarem a fazer com que a história da minha vida seja escrita da melhor maneira, para que, no final, tudo tenha valhido à pena.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Trilha sonora da vida.
A música fala, nos confronta, nos acalma, nos distrai...
À medida que vivemos vamos montando a trilha sonora da nossa vida, e é incrível como uma simples música pode te levar de volta ao passado, um momento específico da sua vida e até mesmo te fazer re-experimentar sensações daquele momento, isso simplesmente porque você estava vivenciando algo e uma música tocava naquele instante. Nem sempre o que lembramos é agradável, mas o fato de lembrarmos nos mostra que a música contém a nossa história e isso é simplesmente encantador! Ela é uma testemunha do que sentimos e vivemos. Podemos lembrar até mesmo do cheiro daquele momento, que vem acompanhado de uma sensação nostálgica de contentamento, arrependimento e milhares de outros sentimentos entre estes.
Há tantos momentos em que desejamos expressar algo, mas não conseguimos por nos mesmos, então encontramos uma composição que diz tudo. Como isso acontece comigo!
A música fala quando o nosso coração grita e nós mal sussurramos. E assim ela vai chegando, às vezes sorrateiramente, e então ela se torna uma confidente e contadora da nossa história.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Absurdo!
sábado, 30 de janeiro de 2010
Falarei...
Por muito tempo eu desprezei a idéia de criar um blog, mas a vontade de falar e de me fazer ouvir foi mais forte. Durante toda a minha vida refleti sobre idéias, fatos e teorias, assuntos às vezes banais e outras vezes de extrema importância, mas que guardei pra mim mesmo. Agora decidi compartilhar ou simplesmente escrever sobre tudo o que passa pela minha cabeça, tudo o que acontece ou deveria acontecer ao meu redor e o efeito que isso causa dentro e fora de mim.
Talvez isso seja uma sede por desabafar simplesmente, o que me faz lembrar de uma música da Ana Carolina -"palavras me aguardam o tempo exato pra falar, coisa minhas, talvez você nem queira ouvir..."-, pois bem, esse tempo chegou e eu falarei.
Todos nós temos algo pra falar, relevante ou não, mas algo que precisa ser dito ou então explodimos. Algo que nem sempre encontra ouvidos que ouçam, e não apenas escutem. Às vezes não cabe desabafar pra alguém específico, por isso, escrevo, sem saber quem irá ler mas esperando que esse alguém ria, chore, critique e até discorde, mas que principalmente entenda o que foi escrito e responda de alguma forma a isso. Então, agora começo o meu "diário público" e faço lembrada uma frase da ilustre Clarice Lispector: "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever." Viver calado nesse mundo hoje, não dá!



